“Nações do Candomblé” é o novo projeto de Mateus Aleluia

Mateus Aleluia
08/12/2021

Mateus Aleluia realizou uma pesquisa sobre ancestralidade ritualística musical pan-africana num projeto multidisciplinar intitulado “Nações do Candomblé”. 

O artista baiano possuía um desejo de registrar e reatar a herança afro musical brasileira com o continente africano, e o realizou comparando os toques e cantos praticados no Brasil com os toques e cantos dos Orixás, Nkises e Voduns em suas terras de origem.

O resultado da primeira etapa do projeto é o álbum “Afrocanto das Nações – Jêje”, que acaba de sair. A obra afirma com ênfase a fronteira entre a arte e a etnomusicologia, onde situa-se a obra de Mateus Aleluia desde a época dos Tincoãs.

Algumas curiosidades sobre o projeto:

✊? Em uma primeira etapa, realizada de forma remota, o projeto se debruçou sobre as contribuições poético-musicais dos povos africanos das etnias Fon/Ewe /Ashanti do antigo Reino de Daomé, atual (país) Benin. Apesar destas etnias também terem as suas raízes em outros Estados / Países do continente Africano, os trabalhos foram iniciados nas cidades de Ouidá, Porto Novo, Dassa Zoumé e Savalu, no Benin e pelas casas de Candomblé Jêje em Salvador e Cachoeira, na Bahia.

✊? O registro dos cantos para os voduns bem como as entrevistas com sacerdotes e líderes de culto são parte do material que integram o Museu Virtual Nações do Candomblé.

✊? Cruzando as diversas linguagens artísticas: música, fotografia, audiovisual, com procedimentos etnográficos a obra contribui para o entendimento dos contornos identitários do povo brasileiro a partir das culturas advindas da diáspora africana.

“Estou me impondo e me dando vida com o início deste projeto que permitiu uma pesquisa etnomusical no Benin e no Brasil, para revelar os enlaces e conexões dos cantos dos Nkisis, Voduns e Orixás, em sua terra de origem no continente africano e na Bahia. São essas conexões que me permito reatar num processo que resultou em músicas inéditas, mas também em um museu virtual com conteúdo em diversas linguagens que traduzem o que foi vivenciado”, afirma.

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